Polêmicas sobre o querido Chaves

Brigas e intrigas que aconteceram durante a exibição de Chaves.

O programa Chaves ou originalmente em espanhol, “El Chavo del Ocho”, foi um programa infantil de extremo sucesso não só no México, seu país de origem, mas também em vários lugares do mundo, principalmente na América Latina.

Chaves foi capaz de entreter e divertir muitas pessoas, não só crianças e marcou toda uma geração de uma garotada que cresceu dando risada com as aventuras de Chaves, Chiquinha, Kiko, Seu Madruga e muito mais. Entretanto, ao contrário de todos os bons momentos que o seriado transmitia ao seu imenso público, nos bastidores, as relações entre as estrelas do elenco não eram muito boas.

As polêmicas que rondaram o seriado Chaves.

Briga de egos e de amor

O próprio Chaves ou melhor dizendo, Roberto Bolaños, verdadeiro nome do ator que interpretava o personagem principal e autor da série, era uma das figuras mais complicadas do elenco. Roberto era brigado com Carlos Vilagrán, ator que dava vida ao seu melhor amigo, Kiko. Os dois disputavam quem seria o personagem mais querido do público, colocando seus egos em disputa a todo o momento.

Para piorar a situação, uma história de amor que envolveu os dois, resolveu acabar ainda mais com a já péssima relação entre eles. Carlos namorou e era apaixonado por Florinda Meza, que interpretava a famosa Dona Florinda, mãe de Kiko no seriado. Acontece que, após acabarem seu relacionamento, Florinda e Roberto (o Chaves) se casaram e viveram em conjunto por mais de 30 anos, até a morte do ator em 2014.

Carlos Vilagrán utilizou o personagem Kiko em shows solo por diversas vezes (depois de ter saído do programa), o que resultou em anos de batalha judicial sobre os direitos do personagem bochechudo, com o criador do programa que também era Roberto Bolaños. O resultado final deu o direito de Carlos em interpretar Kiko, mas terminou de jogar um ponto final no pouco de relação cordial que ainda existe entre os dois personagens mais queridos do público da série.

Brigas e intrigas que aconteceram durante a exibição de Chaves.

Chiquinha x Chaves

Não foi só o Kiko que teve problemas com Chaves, a Chiquinha também travou diversas batalhas judiciais com o mesmo. Explicando tudo isso, María Antonieta de las Nieves, atriz que interpretava a chorona Chiquinha, filha do querido Seu Madruga, também utilizava da sua personagem para continuar realizando espetáculos teatrais e nas televisões pelo mundo afora. Mas Roberto Bolaños a processou e assim como fez com Kiko, alegou que os direitos da personagem eram dele, pois a criação da série tinha saído de sua mente.

Depois de muito tempo e um infarto que quase levou a morte de María Antonieta, ela conseguiu adquirir os direitos da menina mais sapeca do seriado, ao provar que toda a caracterização da personagem tinha sido feito por suas habilidades como atriz.

Infelizmente os próprios atores que tanto ensinaram e forneceram belas mensagens através de seus personagens, não conseguiram colocar em prática em sua ações. Assim, um dos maiores fenômenos televisivos de todos os tempos, teve tristes momentos como um ponto final de suas divertidas estórias.

Mudança de paradigma, diversão e arte tem preço?

Diversão e arte tem preço?

Formas de cultura, diversão e arte sempre foram presentes na realidade humana. Desde que o homem existe, ele procura maneiras de se divertir e expressar seus sentimentos, emoções e vontades. É através desses meios que conseguimos entender e estudar a história dos nossos ancestrais, como viviam, quais seus costumes e afins. A diversão e a arte muitas vezes caminharam e caminham juntas, mas por vezes também, elas estão separadas. A discussão sobre arte e diversão, muitas vezes são bastante aprofundadas, pois em todos esses tempos, diferentes formas de pensá-las foram estabelecidas dentro da sociedade.

Qual o preço da diversão e arte?

Atualmente, principalmente após a grande massificação de culturas e principalmente o bombardeio das culturas dos Estados Unidos e Europa, a diversão e as grandes formas de arte (as mais “pop”), como música e cinema, passaram a ser festas e celebrações bastantes caras.

Como exemplo, podemos pensar sobre a presença dos grandes festivais de músicas mundiais e suas edições no Brasil, ou mesmo os shows de grandes bandas ou cantores internacionais, neles o preço cobrado para o público é praticamente surreal, servindo para segmentar bastante o público presente. Com isso, esses modelos de negócios das artes, geralmente recebem grandes críticas e sempre reacendem enormes polêmicas acerca da arte, diversão e a acessibilidade que é proporcionada para todos.

Diversão e arte tem preço?

Se pegarmos os grandes tratados de direitos humanos e a maioria das constituições nacionais dos países do mundo, certamente em algum local, estará lá escrito que o acesso à expressões artísticas, culturais e diversão/lazer, é um direito de qualquer pessoa. Mas sabemos que no mundo dos negócios, esses tratados e constituições não servem para muita coisa e o acesso é negado para a maioria das pessoas, tornando oportuno os grandes festivais culturais à um pequeno nicho específico de felizardos.

Diversão e arte tem preço?

Agora, precisamos refletir sobre um outro modo de se fazer essa pergunta: diversão e arte tem realmente um preço? Muitos diariamente discutem sobre os pontos de vista desse questionamento. Uma das vertentes de resposta para essa pergunta, é de metáfora.

Assim, a resposta automaticamente será a de um grande “não”. Pois, sabemos que não existe preço ou valor que pague uma sociedade sem acesso à diversão e arte. A importância dessas matérias para indivíduos e uma sociedade feliz e saudável é tão grande, que nós somos incapazes de mensurar o valor dessas mesmas para o bom andamento de nossos costumes. Portanto, nos cabe simplesmente aproveitar e desfrutar de cada oportunidade que nós temos de diversão ou da presença de alguma expressão artística.

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